Leituras diárias

001 - Proposta
O nosso diário da turma foi uma atividade proposta por uma professora muito empenhada em fazer de suas aulas um espaço dinâmico.
Inicialmente, se constrói um caderno numerado, com uma capa bem caprichada. Todos os dias, de acordo com a ordem estabelecida pela turma, uma criança registrará no diário aquilo que houve na sala. As atividades, os jogos, os conflitos, o tipo de merenda e tudo que foi interessante na escola. Pode-se usar a lista de chamada, mas este critério deve ser consultado e decidido na turma.
Ressalto que o registro feito em um dia será lido no outro pela própria criança caso deseje. A criança poderá fazer o registro do seu modo, com desenhos, poemas, textos, o que for melhor pra ela.
O diário pode ser usado pelo professor como instrumento de avaliação, pois ele mostra também possíveis dificuldades que a criança ainda não superou. Outro ponto a ser observado é a visão com que a criança observa o ambiente escolar.
Como se trata de uma proposta, você educador(a) pode fazer suas adequações.
Baixe um proposta de capa AQUI

Boa sorte.

002 - Proposta
Leitura diária - Mais do que ler um texto para a turma, é ler um texto com a turma. Neste espaço você encontrará um coleção de textos para ler com a turma no início de suas aulas. Além disso, muitas delas vem com atividades de interpretação. Inicialmente você encontrará fábulas de Esopo, contudo, vários poemas, músicas e outros gêneros estarão presentes. 
Estas atividades podem ser usadas de diferentes formas, encontre a que melhor atende a sua realidade. Os arquivos são em formato doc editáveis. Aproveitem!

Duas Cabras brincavam alegremente sobre as pedras, na parte mais elevada de um vale montanhoso. Ocorre que se encontravam separadas, uma da outra, por um abismo, em cujo fundo corria um caudaloso rio que descia das montanhas. 
Um urso procurava por entre as árvores, pequenos frutos silvestres para sua refeição matinal, quando deu de cara com uma árvore caída, dentro da qual, um enxame de abelhas guardava seu precioso favo de mel.

Certa vez, um Touro, fugindo da perseguição de um feroz Leão, se escondeu numa caverna que os Pastores costumavam usar para abrigar seus rebanhos durante as tempestades ou à noite.

Uma Águia, saindo do seu ninho no alto de um penhasco, num fulminante vôo rasante e certeiro, capturou uma ovelha e a levou presa às suas fortes e afiadas garras.

As doninhas e os ratos estavam sempre em pé de guerra uns contra os outros. À cada batalha, as Doninhas sempre saíam vitoriosas, levando consigo um grande número de Ratos, que lhes serviam de refeição para o dia seguinte. Desesperados, os Ratos resolveram formar um conselho para tratar do assunto, e assim chegaram à conclusão, que os Ratos sempre levavam desvantagem porque não tinham um líder. 

Um Mosquito que estava voando, a zunir em volta da cabeça de um Touro, depois de um longo tempo, pousou em seu chifre, e pedindo perdão pelo incômodo que supostamente lhe causava, disse: "Mas, se, no entanto, meu peso incomoda o senhor, por favor é só dizer, e eu irei imediatamente embora!"

Um leão e um asno combinaram que iriam caçar juntos. Em sua busca por presas, logo os caçadores viram um grupo de cabras selvagens que se esconderam numa caverna, e então resolveram traçar um plano para capturá-las. O Asno entraria na caverna e se encarregaria de atraí-las para fora. O leão, claro, ficaria do lado de fora à espreita, pronto para atacá-las, tão logo de lá saíssem.

Um camponês e sua esposa possuíam uma galinha, que todo dia, sem falta, botava um ovo de ouro. Supondo que dentro dela deveria haver uma grande quantidade de ouro, eles então a sacrificam, para enfim pegar tudo de uma só vez.

Dois homens viajavam juntos através de uma densa floresta, quando, de repente, sem que nenhum deles esperasse, um enorme urso surgiu do meio da vegetação, à frente deles.

Um rico e já idoso fazendeiro, que sabia não ter mais tantos de anos de vida pela frente, chamou seus filhos à beira da cama e lhes disse:"Meus filhos, escutem com atenção o que tenho para lhes dizer. Não façam partilha da fazenda que por muitas gerações tem pertencido a nossa família. Em algum lugar dela, no campo, enterrado, há um valioso tesouro escondido. Não sei o ponto exato, mas ele está lá, e com certeza o encontrarão. Se esforcem, e em sua busca, não deixem nenhum ponto daquele vasto terreno intocado."


Um avarento tinha enterrado seu pote de ouro num lugar secreto do seu jardim. E todos os dias, antes de ir dormir, ele ia até o ponto, desenterrava o pote e contava cada moeda de ouro para ver se estava tudo lá. Ele fez tantas viagens ao local que um Ladrão, que já o observava há bastante tempo, curioso para saber o que o Avarento estava escondendo, veio uma noite, e sorrateiramente desenterrou o tesouro levando-o consigo. 

Uma jovem leiteira, que acabara de coletar o leite das vacas, voltava do campo com um balde cheio balançando graciosamente à sua cabeça.
E enquanto caminhava, feliz da vida, dentro de sua cabeça, os pensamentos não paravam de chegar. E consigo mesma, alheia a tudo, planejava as atividades e os eventos que imaginava para os dias vindouros.


Um lobo, que acabara de roubar uma ovelha, depois de refletir por um instante, chegou à conclusão, que o melhor seria levá-la para longe do curral, para que enfim, fosse capaz de servir-se daquela merecida refeição, sem o indesejado risco de ser interrompido por alguém.

Um morcego desajeitado caiu acidentalmente no ninho de uma doninha, que, com um bote certeiro o capturou. 
Atemorizado, o morcego pediu que esta lhe poupasse a vida, mas a doninha não queria lhe dar ouvidos.

Certo dia, ao contar suas ovelhas, um pastor chegou à conclusão que algumas estavam faltando. Muito bravo, aos gritos, cheio de presunção e arrogância, disse que gostaria de pegar o responsável por aquilo e puni-lo, com suas próprias mãos, da forma merecida.

Uma formiga foi à margem do rio para beber água, e sem esperar, acabou sendo arrastada por uma forte correnteza, estando prestes a se afogar.

Num brilhante dia de outono, uma família de formigas se apressava para aproveitar o calor do sol, colocando para secar, todos os grãos que haviam coletado durante o verão. Então um gafanhoto faminto se aproximou delas, com um violino debaixo do braço, e humildemente veio pedir um pouco de comida. 

Um dia, uma lebre ridicularizou as pernas curtas e a lentidão da tartaruga. A tartaruga sorriu e disse: "Pensa você ser rápida como o vento; Mas eu a venceria numa corrida."

Um cão de caça, depois de obrigar uma lebre a sair de sua toca, e depois de uma longa e exaustiva perseguição, de repente parou a caçada dando-se por vencido.

Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não trabalhar e ainda assim receber uma generosa quantidade de milho como ração, vivia orgulhosa dentro do curral. Era pura vaidade, e comportava-se como se fosse o mais importante animal do grupo. E confiante, falava consigo mesma:

Um gato, ao capturar um galo, ficou imaginando como achar uma desculpa, qualquer que fosse, para justificar o seu desejo de devorá-lo.
Acusou ele então de causar aborrecimentos aos homens, já que cantava à noite e não deixava ninguém dormir.

Um Asno, conduzido por seu dono, descia por uma estreita trilha na encosta de uma montanha, quando de repente, cismou que deveria escolher seu próprio caminho.
Ele acabara de ver seu estábulo no sopé da montanha, e para ele, a descida mais rápida e sensata, seria pela encosta do precipício.

Um viajante alugou um Burro de carga que o conduziria a uma distante localidade.
Mas, Estando o dia muito quente, e o sol brilhando com toda sua força, o viajante resolveu parar para um descanso, e procurou abrigo sob a sombra do animal.

Num frio dia de inverno, quando a neve caia sem cessar, um Pastor levou suas Cabras para se abrigarem numa deserta caverna.

Um Javali estava afiando suas presas roçando-as contra o tronco de uma árvore.
A Raposa, sempre procurando uma oportunidade para ridicularizar seus vizinhos, se aproximou fazendo pantomimas, fingindo estar com medo de alguma coisa, olhando preocupada para todos os lados, como se temesse, algum inimigo escondido, oculto em meio ao mato.

Um Jovem Pastor de ovelhas, encarregado que fora de tomar conta de um rebanho perto de um vilarejo, por três ou quatro vezes, fez com que os moradores e donos dos animais, viessem correndo apavorados ao local do pasto, sempre motivados pelos seus desesperados gritos: "Lobo! Lobo!".

Um homem foi à floresta e pediu às árvores, para que estas lhe doassem um cabo para o seu machado novo.
O conselho das árvores, composto pelos Anciãos considerados sábios, então concorda com o seu pedido, e lhe ofertam uma jovem Árvore, para este fim.

Um filhote de ovelha, voltava do pasto para casa sozinho, quando se viu diante de um lobo.
Ele então disse ao lobo:"Eu sei, amigo lobo, que certamente serei devorado, mas antes de morrer, gostaria de lhe pedir um favor, que tocasse com sua flauta, uma canção para eu dançar; esta será minha última diversão."

Certa vez, um jovem Cervo conversava com sua mãe:
"Mãe você é maior que um Lobo. É também mais veloz pois possui pernas fortes e agéis, possui ainda chifres poderosos para se defender, por que então você tem tanto medo deles?"

O Asno e a Raposa fizeram um acordo, onde um protegeria o outro dos perigos.
Pacto firmado, e assim entraram na floresta em busca de alimento. Não foram muito longe e logo encontraram em seu caminho um Leão.

Um inseto se aproximou de um Leão e disse sussurrando em seu ouvido: "Não tenho nenhum medo do Senhor, nem acho que o Senhor seja mais forte que eu. Se o Senhor duvida disso, eu o desafio para uma luta, e assim, veremos quem será o vencedor."

Um Jovem Cervo, que estava bebendo água num córrego de água cristalina, viu a si mesmo refletido na límpida água. Ficou encantado com as formas e arcos dos seus imponentes chifres, mas ficou muito decepcionado e envergonhado, com suas delgadas pernas.

Alguns garotos estavam brincando às margens de uma lagoa, onde vivia uma família de Rãs. Os garotos se divertiam atirando pedras na lagoa, de modo que estas saíssem pulando sobre a superfície da água.

Um ladrão veio à noite para assaltar uma casa. Ele trouxe consigo vários pedaços de carne, para que pudesse acalmar um feroz Cão de Guarda que vigiava o local. A carne, evidentemente, serviria para distraí-lo, de modo que não chamasse a atenção do seu dono com latidos.

Um Corvo, que estava sucumbindo de sede, viu lá do alto um Jarro, e na esperança de achar água dentro, voou até ele com muita alegria.

Um Boi, indo beber água num charco, acidentalmente pisa numa ninhada de rãs e esmaga uma delas.
A mãe das Rãs, ao dar pela falta de um dos seus filhotes, pergunta aos seus irmãos o que aconteceu com ele. Um deles responde:

Dois homens viajavam juntos ao longo de uma estrada, quando um deles encontrou uma bolsa cheia de alguma coisa.
E ele disse: "Veja que sorte a minha, encontrei uma bolsa, e a julgar pelo peso, deve estar cheia de moedas de ouro."

Uma Serpente, tendo feito sua toca perto da entrada de uma cabana, deu uma mordida no filho menor do Lavrador que ali morava, e este veio a falecer, causando grande angústia e aflição aos seus pais.


Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas

Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão

Com um lindo salto
Lesto e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pega corre

Era uma vez uma menina. Não era uma menina deste tamanhinho. Mas também não era uma menina deste tamanhão. Era uma menina assim mais ou menos do seu tamanho. E muitas vezes ela tinha vontade de saber que tamanho era esse, afinal de contas. Porque tinha dias que a mãe dela dizia assim:

Você, meu amigo de fé, meu irmão camarada,
Amigo de tantos caminhos, de tantas jornadas,
Cabeça de homem, mas o coração de menino,
Aquele que está do meu lado em qualquer caminhada.

Tanto amor perdido no mundo
Verdadeira selva de enganos
A visão cruel e deserta
De um futuro de poucos anos

Vento, ventania, me leve para as bordas do céu 
Pois vou puxar as barbas de Deus
Vento, ventania, me leve para onde nasce a chuva
Pra lá de onde o vento faz a curva

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
e seguindo a canção

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Selva
A gente se acostuma a muito pouco
A gente fica achando que é demais
Quando chega em casa do trabalho
quase vivo

Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita. E é bonita
Viver
E não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz

Se eu fosse esqueleto não ia poder tomar água nem suco porque ia vazar tudo e molhar a casa inteira.
Tirando isso, ia acordar e pular da cama feliz como um passarinho. 

Eu sou feita de madeira 
Madeira, madeira morta.
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu quero apenas olhar os campos, 
eu quero apenas cantar meu canto
Eu só não quero cantar sozinho, 
eu quero um coro de passarinhos

Passa, tempo, tic-tac 
Tic-tac, passa, hora 
Chega logo, tic-tac 
Tic-tac, e vai-te embora 
Passa, tempo 
Bem depressa 
Não atrasa 
Não demora 


Uma Cegonha, de natureza simples e ingênua por ser boa, foi convidada por um bando de Garças, a visitar com elas, um campo que fora recentemente semeado.

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