quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Assembleia participativa

Espaço criado para discutir situações que sejam relevantes as crianças. Tal espaço de expressão livre objetiva criar oportunidades em que a criança possa se expressar de forma autônoma e crítica, exercitar o poder, respeitando e reconhecendo seus direitos e deveres, criar cidadãos democráticos que exerçam a paz, apropriação e reflexão dos princípios que regem a sociedade em que vive.
Para fim de organização da assembleia, durante a semana estarão disponíveis três envelopes com as indicações EU CRITICO (espaço para crítica de situações que precisam ser melhoradas) EU PROPONHO (Destinado às propostas) e EU FELICITO (Ressaltar aquilo que é bom, que merece o reconhecimento para que continue acontecendo).
Na assembleia, serão apontados três papeis distintos que serão eleitos pelos participantes: O(a) presidente (será responsável pela organização da assembleia) O(a) secretário(a) (irá fazer o registro dos pontos acordados) e O(a) organizador(a) que irá registrar a ordem da fala dos participantes.
O foco da assembleia será nas atitudes e não nas pessoas. Evita-se mencionar nomes e algo que remeta a identificação favorecendo o respeito pelo outro.
Os acordos serão registrados e expostos em local visível.

Construir e reconstruir na diversidade.

O Sujeito se humaniza em um ambiente social, assim, entende-se que ao pensar espaços de educação deve-se compreender o universo das crianças de diferentes origens culturais e sociais, bem como a diversidade de gênero, religiosidade e educação das relações étnico raciais.
Possíveis atividades:
  • Jogos africanos
  • Pesquisas sobre gênero e diversidade
  • Leituras de livros e músicas
  • Direitos e deveres
  • Estudo de conceitos como justiça e cidadania
  • Paz: a responsabilidade de cada ser humano na busca da felicidade e da liberdade.
  • Reflexão ética: Caminhos para um mundo melhor.
  • A falta de comunicação entre povos: a intolerância que gera conflitos.
  • Eu, você e os outros: o valor da comunicação e seus vários instrumentos para a construção de uma sociedade melhor.
  • Aprendendo com a diversidade
  • Vida em sociedade: direitos e deveres
  • Diversidade de gêneros: compreender das diferenças.

A interdisciplinaridade e o planejamento

A interdisciplinaridade e o planejamento
Surge uma nova ordem no cotidiano das salas de aula, que desafia a comunicação entre os educadores e a interação com as diversas áreas do conhecimento.
Ensinar de forma desarticulada está com os dias contados. Há que se pensar e se conduzir para a construção de conteúdos que se articulem, pois é necessário o diálogo entre as várias disciplinas, propiciando a comunicação significava entre os diferentes conteúdos ensinados, a forma, o objetivo e a coerência para ensiná-los.
Inseridos num mundo em contínua transformação, com informações que exigem suporte para a recepção, para a análise e para a imediata acomodação, os educando necessitam perceber o cotidiano escolar de forma articulada, dinâmica e, sobretudo, comunicativa. Ativa não apenas a comunicar, mas a receber e analisar toda e qualquer informação que se apresentar no cotidiano dos alunos.
O modelo de ensino isolado na sala de aula está superado para sempre, pois é da articulação e do diálogo entre as disciplinas que se constrói o significado do que conhecer, por que e como interagir com esse conhecimento?
Planejar para uma ação interdisciplinar exige diálogo, conhecimento, estudo, organização e divisão de tarefas. A interdisciplinaridade é um desafio e, ao mesmo tempo, um exercício de humildade, solidariedade, reconhecimento de si e do outro no espaço pedagógico. Dessa dinâmica poderá surgir a identificação entre as diferentes áreas, resgatando a importância para determinados conteúdos formais ou para a complementação de conteúdos a serem abordados por outras áreas do conhecimento.
A postura de articular diferentes áreas no ambiente escolar poderá construir uma identidade para o educador voltada à pesquisa em sala de aula. O sentido desse diálogo entre as disciplinas oferece significado para alunos e para professores. A articulação de saberes suscita novas idéias e posturas, que resultam em movimentos pedagógicos: projetos escolares de cunho social, trabalhando a formação do aluno como cidadão; Construção de ações educativas, objetivando a sensibilização para a sustentabilidade ambiental, para a ética no convívio social entre outras.
Quando tudo parecia estagnado nesse ambiente chamado escola, em comparação com todo o movimento de constantes novidades e transformações que envolvem o entorno. A escola parecia (em momentos parece) perdida, superada no seu objetivo maior: formar e educar? Parece tão elementar responder a essa indagação, com outra não menos provocativa. Que ambiente irá traduzir significados para todas essas informações que nos chegam a todo instante? De que forma e como fazê-lo? Quem irá refletir e agir em torno de tantas inovações?
A interdisciplinaridade nos convida a um exercício pedagógico diário voltado a comunicação, ao estudo e ao planejamento no ambiente escolar.
A escola resgata sua importância e amplia sua ação educativa na construção de valores que integram o homem cidadão, com a responsabilidade de articular seu conhecimento formal em detrimento da sociedade e, não meramente para a sua formação pessoal, e, ou familiar. O indivíduo é chamado a refletir sobre as ações já realizadas e aquelas que irá empreender. Sobre os impactos que poderá causar e como sanar os que aconteceram. Como pensar para agir e como mediar as suas ações, a fim de diminuir os efeitos que possam comprometer os ambientes que integram a sua vida e a vida de outros seres vivos? Com isso, a escola cresce nutrindo-se através do exercício da articulação entre os diferentes saberes.

Avaliação é ação e não julgamento

Avaliação é ação e não julgamento
Avaliação é ação e não julgamento. É a maneira de acompanhar o desenvolvimento, avanços e retrocessos, e o processo de construção do conhecimento da criança. O erro serve como indicador dos caminhos que, nós professores, devemos pesquisar para entender melhor a crianças, o processo de ensino aprendizagem e o assunto que está sendo investigado. Os acertos também servem para esta mesma função. Precisamos aprender a utilizar os acertos no processo de avaliação e os erros como base da pesquisa.
Precisamos perceber as múltiplas possibilidades de crescimento dos sujeitos. Além disso, precisamos também eliminar preconceitos, distorções, temores, necessidades e estar em harmonia, estabelecendo um clima de fé e confiança na realidade que nos cerca, para um caminhar firme em direção as metas propostas.
Compreende-se ainda que o processo avaliativo não deva está centrado nas crianças ou em atividades fixas e desprovidas de reflexão coletiva, deve esta ser um olhar de e para todos os envolvidos, favorecendo mudanças e melhorias filosóficas, metodológicas e de atitude. Assim, a avaliação ressalta coletividade e participação.
É preciso oportunizar a crianças espaços de auto avaliação, ao avaliar todos os momentos da aprendizagem, o aluno estará aprendendo também a avaliar todos os momentos de vida na sociedade em que vive, aprendendo a auto avaliar-se, a descobrir-se,e a pensar em si mesmo como parte integrante importante da sociedade. Assim, estimular o aluno a fazer a auto avaliação é uma forma de aprender e analisar seus trabalhos, desenvolvendo seu senso crítico e sua autonomia.
Dessa maneira, a avaliação como um meio e não como um fim do processo de ensino aprendizagem; o erro visto como indicador de caminhos. É, portanto, muito importante até mesmo essencial, um entendimento entre alunos e professor de reciprocidade, confiança, respeito mútuo, de afetos e valores sociais. É desta relação autenticamente  transformadora do processo de ensino aprendizagem que poderão emergir tomadas de decisão adequadas à melhoria da qualidade das aprendizagens e do ensino.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Leitura diária - 22 - O asno e o seu condutor

Um Asno, conduzido por seu dono, descia por uma estreita trilha na encosta de uma montanha, quando de repente, cismou que deveria escolher seu próprio caminho.

Ele acabara de ver seu estábulo no sopé da montanha, e para ele, a descida mais rápida e sensata, seria pela encosta do precipício.

Leitura diária - 21 - O gato e o galo

Um gato, ao capturar um galo, ficou imaginando como achar uma desculpa, qualquer que fosse, para justificar o seu desejo de devorá-lo.

Acusou ele então de causar aborrecimentos aos homens, já que cantava à noite e não deixava ninguém dormir.

Leitura diária - 20 - A mula


Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não trabalhar e ainda assim receber uma generosa quantidade de milho como ração, vivia orgulhosa dentro do curral. Era pura vaidade, e comportava-se como se fosse o mais importante animal do grupo. E confiante, falava consigo mesma: